09/02/2014

AHÍ VA EL DIABLO aka HERE COMES THE DEVIL: O Genial Thriller de Horror Psicológico “Setentista” de Adrián Garcia Bogliano



Dos muitos subgêneros do Horror Cinematográfico, um dos meus favoritos é o do Horror Psicológico. Grandes clássicos desse subgênero deixaram marcas profundas na alma, e até hoje os revejo. O Inquilino, de Polansky, Possessão, de Zulawsky, Imagens, do Robert Altman, são muitos e inesquecíveis filmes que são muito ricos em possibilidades analíticas, com construções imagéticas, sonoras de difícil realização e com um poder perturbador, o que aprecio muito em um filme, pois detesto: “Filmes Inofensivos”.



Nos últimos anos esse subgênero que parecia meio desaparecido no Ocidente, na Ásia sempre foi muito forte, e muitos amigos reclamavam disso. Mas, parece que uma pequena onda, um revival desse subgênero começa a surgir, com títulos de resultados surpreendentes. Dias atrás estreou no Brasil o filme: Quando Eu Era Vivo, de Marco Dutra, em sua estreia solo como Diretor de longas metragens. O México nos deixou entusiasmados com o excelente Somos Lo Que Hay aka We Are What We Are, que recebeu uma “recriação” norte americana em 2013. Um dos destaques desse filme mexicano é o Ator: Francisco Barreiro, que é o protagonista masculino de Ahí Va El Diablo aka Here Comes the Devil, um thriller de horror psicológico perturbador, com forte acento “setentista”, satanismo, sexualidade latente e pitadas psicodélicas que o transformaram quase em um Cult Movie instantâneo. A Direção é do talentoso e jovem realizador espanhol: Adrán Garcia Bogliano.



Na abertura do filme já testemunhamos a entrega sexual ardente de duas mulheres, com macabros desdobramentos nas cenas seguintes que formam uma espécie de Prólogo ou Introdução. Em seguida vemos os fatos anteriores ao desaparecimento de um casal de irmãos que foi passear em uma montanha, com fama de ser o território de lendárias figuras demoníacas. O casal de irmãos retorna, mas algo estranho no comportamento deles chama a atenção dos pais e então, aos poucos, o Horror se instaura no filme, lentamente, até culminar em seu impactante desfecho. Com uma câmera de inusitados movimentos, que nos remete aos filmes dos anos 70, as fortes tensões cromáticas, o calor das locações, a tensão crescente, a sangrenta sequência protagonizada pelo casal entre outros momentos de genial estilização, conseguem amenizar um ponto fraco do filme, onde um personagem tenta explicar demais a trama, o que é desnecessário, pois o mais importante no Cinema Fantástico é o fato de NÃO precisar explicar nada, quanto mais dúvidas deixar no espectador, melhor. Creio que o Diretor fez essa opção de Roteiro para conquistar o público dos EUA, que adora ver tudo minunciosamente explicado nos filmes. Nos créditos finais toca um poderoso Black Metal, em um fundo vermelho de letras pretas... Satânico !!!







2 comentários:

Anônimo disse...

Parece ser um belo filme.

Marcelo Carrard disse...

Com certeza !!! Vale a pena conferir.

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