25/10/2013

HOME SWEET HOME: Um thriller canadense surpreendente do jovem talento David Morlet.



Essa semana  li um post no Facebook de um amigo canadense, Sean Clockwell, editor do site My Bloody Reviews, destacando um thriller canadense de 2013 que recria o clássico plot: Misterioso Psicopata invade casa. O filme: HOME SWEET HOME, do jovem e talentoso Diretor: DAVID MORLET. A trama é simples: Um misterioso homem, cujo rosto não é mostrado, entra em uma casa, desarma o alarme e se prepara cuidadosamente para agir, sem deixar pistas, vestindo um traje especial de plástico, passando gel no cabelo e colocando uma máscara, numa verdadeira aula de: “Como se vestir para não deixar pistas”, pois também coloca um par de luvas... . Grande trabalho de Direção e Edição nesses primeiros minutos do filme que iniciam a construção de uma cada vez mais tensa atmosfera de puro suspense. O casal, dono da casa chega, sem suspeitar de nada, então o filme realmente começa e segue com a mesma carga de tensão crescente até o último de seus 82 minutos.



O trio de protagonistas tem uma performance muito satisfatória. O estranho invasor é de uma assustadora frieza, com seus olhos de fera sádica e diabólica, mesmo com raras falas. O gore é mais sugerido do que gráfico, mas é bastante eficiente. Belo trabalho de Direção/ Montagem/fotografia e Música, em um elevado grau de harmonia. Um filme simples em termos formais que é um grande incentivo para os jovens realizadores que pretendem rodar seu primeiro longa. A grande maioria do filme é encenado dentro da casa, em uma dramaturgia interior quase claustro fóbica narrada em tempo real. David Morlet também dirigiu: Mutants, de 2009, que merece também uma conferida. Detalhe importante: HOME SWEET HOME é um filme para ser visto sem interrupções e em silêncio, sem aqueles amigos chatos que costumam falar durante o filme, que é um thriller para o público mais adulto, não se trata de um slasher adolescente tolo, Ok !!!




3 comentários:

Anônimo disse...

Deve ser muito bom. Vou dar uma conferida.

alucardscorner disse...

Deixa-me discordar consigo Marcelo. O filme é lento e previsível, se não fossem os planos de câmara acabava a dormir . Mas bom destaque!

Marcelo Carrard disse...

Respeito sia leitura do filme. O filme lembra muitos thrillers dos anos 60 e 70 e o Diretor faz um experimento interessante com sua narrativa em tempo real e seus silêncios. As atuais produções esqueceram o silêncio, a atmosfera...Além do filme ser uma boa inspiração para diretores estreantes...

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...