29/09/2013

BESTIALITA: O polêmico e perturbador thriller de Peter Skerl aka Virgilio Mattei.



Em meus profundos estudos sobre o “Cinema Secreto Italiano”, cada novo filme descoberto tem sido uma grata surpresa, uma experiência muitas vezes inesquecível. A te agora ainda não havia visto uma cópia integral e restaurada do filme de Peter Skerl aka Virgilio Mattei: BESTIALITA, 1976. O filme causou escândalo na época de seu lançamento devido ao conteúdo chocante da zoofilia. Já em sua abertura vemos uma menina, em um castelo diante de um penhasco onde ondas se chocam nos rochedos. A tal menina se move até a janela e testemunha a própria mãe nua se entregando a um dobermannn preto, ato que desencadeia uma tragédia. No papel da mãe da menina aparece a antológica: Franca Stoppi, que imortalizou a diabólica Governanta de BUIO OMEGA, clássico mórbido do Mestre Joe D’Amato. Por falar em D’Amato, um de seus colaboradores mais frequentes: o ator George Eastman aka Luigi Montefiori, o eterno ANTROPOPHAGUS, é co-autor do roteiro de: BESTIALITA.  A trama é ambientada em uma bela e paradisíaca ilha do Mediterrâneo onde testemunhamos o encontro obsessivo e de violenta tensão erótica entre um casal: Paul e Yvette, com a misteriosa e bela jovem: Jeanine, que vaga pela ilha ao lado de seu vão negro e de um misterioso pescador.



Paul March, Juliette Mayniel e Leonora Fani, interpretam respectivamente: Paul, Yvette e Jeanine. A sensacional trilha sonora de Lillo Gori ajuda a construir a poderosa atmosfera sensual do filme que se desenvolve de maneira crescente até sua violenta e absolutamente perturbadora e chocante sequência final. O filme trabalha com a dicotomia: sexualidade/morte de maneira eficiente. As cenas de sexo entre o trio de protagonistas é de uma rara e estranha beleza, com uma fotografia luminosa e enquadramentos inusitados. As cenas onde a zoofilia é representada com as figuras da mulher e do cão me remeteram ao clássico hardcore de José Mojica Marins: 24 HORAS DE SEXO EXPLÍCITO, onde existe uma polêmica sequência de sexo entre uma mulher e um cão Policial. E como citei Joe D’Amato anteriormente, não podemos esquecer a sequência da mulher com o cavalo em EMANUELLE IN AMERICA. A cópia restaurada e uncut de BESTIALITA foi editada pela CINEKULT ligada ao pessoal da NOCTURNO. Ninguém fica indiferente a esse filme de imagens que vão da abjeção ao sublime. Politicamente incorreto, é o tipo de filme que atualmente ninguém teria coragem de filmar. Um diamante raro do “Cinema Secretp Italiano”, que merece ser descoberto.








1 comentários:

Anônimo disse...

cheguei até o teu blog por causa desse filme Bestalita e fiquei surpreso com o teu texto e sobre a história do filme!é um classico que realmente nos tempos atuais do "Politicamente correto"jamais seria filmado!vida longa ao teu blog e tenha muito sucesso! Marcos Punch.

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