25/10/2012

THE LIVING CORPSE: A rara e surpreendente versão paquistanesa do Mito de Drácula.


Graças ao heróico trabalho da equipe do selo MONDO MACABRO, nos últimos anos uma série de raridades cinematográficas dos mais diversos países foram restauradas e lançadas em cultuadas edições em DVD. São diamantes em forma de filmes. BA longa jornada proporcionada por eles, conhecemos obras    inacreditáveis do México, das Filipinas, da Indonésia, da Argentina, incluindo uma Edição de O Ritual dos Sádicos do nosso José Mojica Marins, lançado somente pela Mondo Macabro do Reino Unido. Filmes de grande beleza e estranhamento      feitos na Índia e no Paquistão talvez sejam as raridades mais significativas do selo. O Cinema de Horror Indiano dos anos 80, por exemplo, nos proporcionou bizarrices do nipe de uma versão Bollywood de  Nightmare on Elm Street com elementos de Evil Dead. Mas o nosso foco central desse post é o Paquistão, atualmente aterrorizado por conflitos religiosos, uma misoginia absurda onde mulheres são feridas com ácido e os Talibãs  querem proibir as crianças de receberem vacinas obrigatórias. No passado, porém, produziram muitos filmes, com destaque para uma versão de 1967 de Drácula de Bram Stocker: THE LIVING CORPSE, do lendário Diretor:KHWAJA SARFRAZ.


THE LIVING CORPSE, que em muitos países foi conhecido como: DRACULA IN PAKISTAN, foi, por décadas, considerado perdido. Mesmo em péssimo estado, a cópia sofreu um restauro milagroso na equipe da MONDO MACABRO e ficou praticamente perfeita. O mesmo ocorreu com outros filmes restaurados por eles como o belíssimo: SILIP das Filipinas. Já na abertura de THE LIVING CORPSE, temos uma introdução que torna o futuro Vampiro, uma espécie de cientista que acaba renascendo dos mortos. Depois o que surge na tela, em uma criativa fotografia em P/B. é a trama clássica de DRACULA, com algumas adaptações ao contexto cultural do país. O crucifixo como signo cristão não aparece no filme. A performance expressionista dos atores é marcante, incisiva. A sequência longa da “Dança da Vampira” é hilária em sua coreografia, mas emociona pela ingenuidade e pela beleza. Momentos como o passeio noturno no bosque de uma mulher e uma menina, são virtuosos em sua concepção. Assim como os filmes populares indianos, números musicais aparecem inseridos na trama, o que pode incomodar os que não estão muito acostumados com esse clichê típico, mas para mim, um dos méritos da cinefilia é a tolerância com outras estéticas, outras narrativas, principalmente quando vindas de países culturalmente e geograficamente distantes de nós. Foi um przer indescritível o de descobrir esse filme e ainda saborear os dois documentários presentes nos Extras, com a qualidade da MONDO MACABRO. THE LIVING CORPSE é um filme que merece ser descoberto, principalmente pelos fãs de filmes de vampiros. Muito da Hammer pode ser observado mas o tempero paquistanês deixa tudo mais saboroso...




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