16/07/2012

KILL LIST: A consagração do novo Cinema de Horror Britânico.


Dentro da história do Horror Cinematográfico Mundial, a Inglaterra tem um lugar de destaque por sua vasta produção    nas décadas de 60 e 70, com as clássicas produções da Hammer e da Amicus entre outras. Nos últimos anos filmes como ABISMO DO MEDO 1 e 2, A CENTOPEIA HUMANA 1 e 2, INBRED entre outros, tem se destacado em Festivais de Cinema Fantástico e no circuito comercial. Uma dessas produções recentes, que me impactaram profundamente foi o filme dirigido por BEN WHEATLEY, em 2011: KILL LIST. A trama se inicia com o surgimento na tela de um estranho símbolo desenhado sob a tela escura. Em seguida testemunhamos o cotidiano de um casal aparentemente comum, com um filho pequeno que recebe um casal amigo para o jantar. A Direção segura de Wheatley permite momentos de improviso aos atores, no melhor estilo dos filmes do também britânico Mike Leigh, como bem observou em um artigo sobre o filme o amigo e Crítico: CRISTIAN VERARDI. KILL LIST é o típico filme do qual os espectadores devem saber o mínimo, pois o roteiro revela desdobramentos surpreendentes e perturbadores.


O universo sombrio  de horror extremo que se esconde nos porões de uma aparente normalidade familiar se revela e é dissecado gradualmente em KILL LIST. Somos transportados por mundos que fazem parte da estrutura de um pesadelo sem volta onde nada é o que parece ser e a desintegração dessa estrutura familiar surge diante de nossos olhos em momentos perturbadores como a sessão de tortura com um martelo e estrutural do roteiro com simbolismos sagrados e  profanos. Câmera na mão na maioria do tempo, cortes secos permeados por fades e uma trilha sonora que em boa parte mais parece uma sucessão de paredes sonoras tensas que criam uma atmosfera de crescente horror e deslumbramento. Com certeza KILL LIST já se encontra na minha lista de Melhores do Ano, ao lado de THE RAID E JUAN DE LOS MUERTOS.

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