15/04/2012

DON’T GO NEAR THE PARK: O bizarro Vídeo Nastie de Lawrence David Foldes


Existe uma série de pérolas exploitation com o título iniciado com DON’T. De DON’T GO IN THE WOODS até DON’T GO IN THE HOUSE, passando por DON’T LOOK IN THE BASEMENT até o trailer fake sensacional: DON’T que aparece em GRINDHOUSE, antes do filme do Tarantino. Por coincidência muitos desses filmes   estão na notória lista dos VIDEO NASTIES, como por exemplo  essa pérola que pude conferir nesse domingo: DON’T GO NEAR THE PARK, 1981, dirigido por Lawrence David Foldes.


O filme tenta, através de um texto com letras vermelhas e fundo preto, contextualizar a trama sobre ritos primitivos de busca da eterna juventude através do canibalismo. O interessante aqui é que ao devorar a carne das vítimas, essas envelhecem e o algoz rejuvenesce. Uma espécie de feiticeira com cabelo de bom bril faz a ponte entre o passado, 12 mil anos, até o presente onde um homem precisa desposar e engravidar uma mulher para receber seu filho que poderá garantir sua eterna juventude. As cenas gore são deliciosamente toscas e a menina nascida da tal união recebe um colar mágico que a salva de maneira absurda de um trio de estrupadores. Essa sequência de abuso a uma menor de 16 anos e a morte de um menino pelas mãos da feiticeira observado por um lobo, podem ter sido os motivos pelos quais a Censura britânica baniu esse filme. Ah, um detalhe, a tal feiticeira com cabelão de Bombril aparece com um tapa-olho...


O filme tem seus momentos e até diverte. A mistura de elementos de magia primitiva com cenas gore e de nudez fica meio estranha e perde o tom em muitos momentos, mas para quem procura diversão ou é fascinado pelos Vídeo Nasties vale a pena conferir. A sequência do pai com a menina no zoológico é muito interessante assim como suas elipses na primeira parte. O fogo aparece como elemento primitivo do ritual, em delírio de sangue e horror,  na última sequência seguida de  inesperado epílogo. Enfim, um filme com todos os quesitos de um Cult e muito divertido para fãs ardorosos de tranqueiras geniais.

2 comentários:

Bússola do Terror disse...

Aliás, é engraçado como os filmes de terror do final dos anos 70 e início dos 80 quase sempre apelavam pro canibalismo, né?
Até no 3º filme da série Sexta-Feira 13 aparece uma tentativa de botar isso na história, mas acabou não pegando (o filme abre com uma mulher vendo televisão, quando um plantão do telejornal local avisa sobre os corpos que foram encontrados nas proximidades e o repórter diz: ´´Há rumores não confirmados de canibalismo``.).
Depois, não se fala mais no assunto. Acho que não faria muito sentido botar o Jason sendo um canibal, né?rs

Marcelo Carrard disse...

O canibalismo é um tema meio onipresente e teve o Ciclo Italiano de filmes de canibais com ao menos sete títulos. Agora com esse caso dos canibais de Pernambuco o tema voltou a tona. Pior q parece que eles filmaram os crimes.

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