09/01/2012

X-RAY aka HOSPITAL MASSACRE: Um estranho slasher de Boaz Davidson


Dentro da vasta produção de filmes slasher que varreu como uma tsuname os Estados Unidos nos anos 80, existem produções de baixo orçamento independentes que passaram a ser descobertas por fãs e críticos da nova geração. Entre esses filmes alguns acabam se destacando por fugirem da regra geral, por compensarem a falta de recursos com roteiros criativos e sequências surpreendentes. Um desses filmes é: X-RAY aka HOSPITAL MASSACRE de 1982, dirigido por BOAZ DAVIDSON. Já nos créditos iniciais vemos, com letras vermelhas, imagens de raios x ao fundo, essas imagens fantasmagóricas que apenas os médicos conseguem interpretar profundamente e diagnosticar uma série de doenças. Em seguida somos transportados para uma casa onde duas meninas brincam com um trenzinho, em pleno  Dia dos Namorados. Em uma sequência muito bem construída vemos a conclusão macabra do desprezo de uma das meninas por um garoto que a admira e manda um cartão no formato de um coração... crianças realmente podem ser cruéis... 19 anos depois vemos a jovem Susan, uma mãe recém divorciada, indo para um hospital local de Los Angeles, para fazer um exame de rotina que deve ser anexado ao seu seguro de vida, ao entrar no elevador, somos transportados para um sufocante universo de horror e suspense que aos poucos começa a ser construído.


O filme consegue construir atmosferas muito particulares e tensas. A sequência em que Susan é examinada por seu médico, as trocas de olhares, a música, os closes, a edição a música, tudo colabora para criar uma sequência soberba e de extrema simplicidade formal. Em contraste a sequência do exame médico vemos o assassino com máscara cirúrgica cometer dois crimes, com total ausência de trilha sonora. Aos poucos nossa heroína se vê presa em uma teia diabólica de exames trocados, enfermeiras frias que mais parecem carcereiras, médicos que trocam olhares de uma estranha cumplicidade. Realmente, hospitais podem ser lugares apavorantes, com seus corredores sombrios, seus pacientes estranhos que vagam pelos corredores e aquelas máscaras cirúrgicas e aquele cheiro de éter que particularmente me congelam o sangue de tanto medo. Sequências inusitadas como a do noivo de Susan andando por um corrredor fantasmagórico e ao fundo se ouvindo uma trilha que lembra a de SUSPIRIA remete a toda estilização do Cinema de Horror Italiano  de Argento e Fulci, embora X-RAY não abuse do Gore em nenhum momento. A sequência onde o médico surge no corredor com uma espécie de lençol e ataca mortalmente uma      mulher é excelente, muito bem construída e absolutamente surpreendente.


Comparado com outros clássicos do “Terror Hospitalar” como HORÁRIO DE VISITAS, por exemplo, X-RAY é menos violento, mas com atmosferas de suspense muito satisfatórias. É desses filmes que vale muito a pena conhecer e apreciar sem preconceitos, se deixar levar por ele. ALTAMENTE RECOMENDADO !!!




2 comentários:

Francine disse...

Adoro esse filme! A propósito, tu já assististe o filme "Pássaro Sangrento"?

Marcelo Carrard disse...

Aquarius-O Pássaro Sangrento aka Stage Fright do Michele Soavi eu adoro, tenho o DVD da Blue Underground, sem cortes.

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