12/01/2012

GOD TOLD ME TO: O eterno confronto entre o Bem e o Mal em uma fábula assustadora de Larry Cohen.


O que realmente torna um filme especial, surpreendente, inovador, é seu Roteiro, seu argumento. Grandes roteiros conseguem superar os problemas de um filme de baixo orçamento, criando pequenas Obras-Primas como GOD TOLD ME TO, do genial cineasta norte-americano: LARRY COHEN, que deu ao mundo filmes como IT’S ALIVE, seu popular filme sobre um bebê monstruoso e Q, seu cultuado filme sobre uma espécie de serpente voadora que ataca a população de Nova Iorque, entre outros e não menos importantes, filmes de baixo orçamento. GOD TOLD ME TO é uma Produção da New World Pictures de ROGER CORMAN, de 1976, filmada  de maneira quase documental em alguns momentos com a agilidade de uma câmera na mão narrativa e de efeitos sufocantes quase colado no rosto dos atores muitas vezes. A longa sequência de abertura mostra um dia normal em Nova Iorque onde pessoas passam a ser alvejadas por um franco atirador. Peter Nicholas, um Detetive da Polícia, interpretado por: Tony LoBianco que sobe até o alto de uma torre para negociar com o atirador que atingiu 14 pessoas. O encontro dos dois acaba desencadeando toda a trama do filme quando ouvimos o atirador dizer que estava fazendo tudo aquilo porque Deus ordenou a ele. Vertigem, mistério, ambigüidade, ciência, religião, são alguns dos elementos que Cohen trabalha com maestria em seu roteiro surpreendente e corajoso por ousar discutir temas tão difíceis e espinhosos como a morte e a insanidade, a relação entre Deus e os homens, o bem e o mal e sua origem e configuração.


Peter passa a encontrar outros assassinos que aparentavam se pessoas absolutamente comuns e todos sempre repetindo a frase perturbadora em que afirmavam ter recebido ordens de Deus para matar. A sequência do Policial alucinado que atira em cinco pessoas na Parada do Dia de São Patrício é muito bem realizada e mesmo com o orçamento baixo consegue envolver dezenas de figurantes e criar uma tensão crescente muito auxiliada com a narrativa e não menos tensa câmera na mão. Em sua estranha odisséia, Peter  encontra um ser loiro e ambíguo em seu caminho, além da história sobre um misterioso nascimento de uma criança nos anos 50. Como peças de um aterrador quebra-cabeça, os “labirintos” percorridos por Peter, o conduzirão para lugares que jamais imaginou, em um inferno de morte, fogo, alucinação e revelações assustadoras. Esse é o tipo de filme que devemos saber muito pouco antes de assistir pela primeira vez. O roteiro é um convite ao Fantástico, ao desconhecido de uma maneira muito particular. Acreditando ou não em Deus, nenhum espectador fica indiferente ao final desse grande filme de um dos meus heróis do Cinema Independente, que além de ser um ótimo roteirista, é um sensível e muito competente Diretor de atores.  Absolutamente imperdível e obrigatório...

2 comentários:

Fernando disse...

Valeu pela dica. Já coloquei na minha lista de filmes que devo assistir.

Marcelo Carrard disse...

Desse Diretor tem o clássico IT'S ALIVE e o estranhíssimo filme de monstros: Q sobre uma espécie de serpente voadora.

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