29/12/2011

BLUEBEARD: A Melhor versão cinematográfica da história do mítico assassino: Barba Azul.


A versão cinematográfica da história do notório assassino de mulheres conhecido como: BARBA AZUL, lançada em 1972 e estrelada por RICHARD BURTON, possui uma série de curiosidades.O filme foi proibido pela Censura do Regime Militar Brasileiro na época de seu lançamento. Em uma lamentável e posterior exibição na TV Globo teve inúmeros cortes que tornaram a compreensão da história bastante confusa. Me recordo que certa vez, em um debate, o famoso Diretor da Boca do Lixo Paulistana: Alfredo Sternheim, comentou que aundo estava em Brasília na Censura Federal, tentando liberar o filme: O Anjo Loiro, ouviu as funcionárias  comentando sobre uma cabine especial, somente para funcionários da Censura e do Ministério da Justiça, justamente de: BLUEBEARD, ou seja, enquanto a população ficava sem ter acesso a filmes incríveis como esse, um bando de burocratas medíocres e estúpidos tinha acesso a todos os filmes proibidos no Brasil que eram proibidos em uma excelente sala de cinema no Ministério da Justiça... lamentável isso...


Como o filme é uma co-produção entre: Itália/Alemanha e França, além do elenco, a equipe se originava de vários países. No caso da Direção ela é assinada por dois nomes: EDWARD DYMYTRYK e LUCIANO SACRIPANTI. A virtuosa e estilizada Direção de Fotografia, que aproveita de maneira sublime os excelentes cenários internos e externos do filme é do Mestre húngaro: GÁBOR POGÁNY, responsável pelas imagens inesquecíveis de: DUAS MULHERES, com Sophia Loren e o Show/Documentário: PINK FLOYD AO VIVO EM POMPÉIA> Coroando tudo, uma inspirada trilha sonora de outro Mestre: ENNIO MORRICONE. A história do Barão Von Sepper, um nobre austríaco famoso por sua barba de coloração azul, devido a uma reação química ocorrida após uma explosão na guerra e seu fascínio por jovens mulheres, muitas delas viúvas, que morriam “acidentalmente”. A produção do filme é acima da média dos filmes exploitation europeus dos anos 80. O roteiro é bem construído e  trabalha muito bem com os flash backs. A onipresença da figura materna que aparece mumificada em uma grotesca representação do trauma da castração do protagonista é muito bem construída. As belíssimas atrizes que desfilam em cena representam inúmeros arquétipos do gênero feminino: a prostituta, a freira, a feminista entre outras. Entre as atrizes que as interpretam estão: NATHALIE DELON, RAQUEL WELCH e VIRNA LISI. O castelo e suas passagens secretas e corredores sombrios são muito bem explorados. A cena das mulheres empaladas pelo enorme e ponteagudo marfim é simplismente antológica. Decaptação, chibatadas e uma excelente sequência de caça são apenas alguns dos destaques desse filme surpreendente e delicioso de assistir. Os quadros e os desenhos como representação da loucura do Barba Azul, o falcão obediente, a inusitada sequência de lesbianismo, tudo serve ao filme de maneira contundente mostrando o retrato trágico desse “Monstro” diante de seu confronto interior com sias “Medusas”...

2 comentários:

Demonarch disse...

Como vai? Tambem postei os meus melhores de 2011. parabens pelo blog. abs

Marcelo Carrard disse...

Muito Obrigado.

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