11/08/2011

VISITING HOUR: Um thriller assustador de Jean-Claude Lord.


Me recordo com um carinho especial de alguns filmes que me fizeram pular da poltrona no Cinema nos saudosos anos 80. Eram tempos mais ingênuos, com filmes onde o tempo, a atmosfera, eram construídos com muita elegância, sem esquecer das platéias que eram muito mais educadas e impressionáveis. Curtíamos os filmes com muita atenção, não existiam celulares e IPhones, o mergulho era muito mais intenso, sentíamos um prazer lúdico em sentir medo dentro de uma sala de cinema. Um desses filmes é VISITING HOURS, 1982, de Jean-Claude Lord, com LEE GRANT, no papel de uma repórter feminista de TV que é perseguida por um diabólico psicopata interpretado com maestria por MICHAEL IRONSIDE, que rouba todas as cenas em que aparece. O suspense que o Diretor consegue criar é até hoje surpreendente. Sem grandes efeitos, a trilha sonora, com momentos intercalados de silêncios, consegue criar momentos de pura tensão que culminam em sustos de causar forte taquicardia. O ataque inicial no apartamento da repórter é impressionante. Essa sequência longa introduz o espectador a uma trama que cria mais um exemplar para o subgênero: “Filmes de Horror Hospitalar”. A personagem de Grant é levada para o Hospital Geral da cidade e graças a polícia incompetente comete outros assassinatos no sombrio hospital, sempre fotografando suas vítimas enquanto agonizam até a morte.

Outra personagem importante é a enfermeira, LINDA PURL, que reconhece o rosto do assassino se tornando também alvo do maníaco. A maneira como acompanhamos o assassino lhe seguindo, a invasão e o ataque dentro da casa, nos proporciona grandes momentos de um suspense de primeira qualidade. O roteiro engenhoso nos faz grudar na tela até o final do filme, muitas reviravoltas proporcionam o clássico embate final entre assassino e vítima que aparece como ação recorrente na maioria dos filmes de psicopatas. Um duelo final assustador, para quem tem nervos de aço e com um susto final daqueles que só nos saudosos anos 80 tínhamos o prazer de levar. Um filme de Horror adulto, feito para público adulto, como todos os filmes de Horror deveriam ser.



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