09/08/2011

PRIVATE COLLECTIONS: Um Clássico do Erotismo na visão de três cineastas muito especiais.


Me recordo com muito carinho e nostalgia da sessão onde vi esse filme tão interessante, ingênuo para os atuais padrões do público, mas na época um respiro de liberdade naqueles tempos de censura e repressão, que infelizmente alguns querem trazer de volta no Brasil. PRIVATE COLLECTIONS,1979,  é composto de três histórias completamente diferentes, mas com o foco central na representação do erotismo. A primeira das histórias foi dirigida pelo francês: JUST JAECKIN, responsável pelos clássicos: EMANUELLE e HISTOIRE D’O,  duas pérolas do Erotismo Europeu, que influenciaram tudo que surgiu depois na gloriosa década de 70. Um náufrago acaba se refugiando em uma ilha aparentemente deserta e com o passar do tempo descobre que não está sozinho. Quando Laura Gemser surge na trama ele descobre que está em uma espécie de Éden e fica mais fascinado por aquela ilha paradisíaca quando descobre que além da belíssima personagem de Gemser, mais três nativas habitam o lugar, fazendo com que o náufrago se transforme em um Macho Alfa, com suas quatro nativas submissas e sensuais, sempre dispostas a servi-lo de todas as maneiras... mas como diz o antigo Ditado: “Quando a esmola é demais, o santo desconfia...”


A segunda história é um delírio visual de rara beleza dirigido por: SHUJI TERAYAMA. As memórias de um menino e seu objeto do desejo se desdobra em uma teia de fragmentos de rara composição estética. Mitologia, erotismo e literatura, narrado em francês, com diálogos em japonês. Um segmento um pouco confuso para olhares ocidentais, mas no final uma espécie de glossário nomina deuses e divindades japonesas pouco conhecidas por nós. A terceira história é dirigida pelo maravilhoso: WALERIAN BOROWCZYK, dono de um estilo único dentro da representação do erotismo no Cinema. A trama gira em torno de um aristocrata que conhece uma bela cortesã em um cabaret parisiense do Séc XIX. Ao chegarem ao seu apartamento, o homem suspeita que sua acompanhante guarda um segredo, que só é revelado no final. Amaneira como esse Diretor fotografa os corpos, sua elegância e sutileza, tudo colabora para que suas imagens ganhem uma luz que as aproxima da estilização da pintura. Grande Mestre, grande segmento que fecha esse filme com ares de Cinema de Arte, que começa com o incandescente episódio das nativas e seu náufrago e termina em um discreto apartamento na Paris do passado...

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