18/05/2011

BLOODY MOON: Um slasher obscuro de Jesus Franco.



Quem viu o filme: MATADOR, de Pedro Almodóvar, se recorda de sua magnífica abertura onde vemos um homem se masturbando diante da TV. O tal homem  assiste filmes de Horror muito especiais: um deles é SEI DONNE PER L’ASSASSINO, 1963, de Mario Bava, que aparece mesclado na edição com cenas de um slasher de 1981, dirigido por ninguém menos do que: JESUS FRANCO e intitulado: BLOODY MOON. Creio que esse seja o único slasher dirigido por Franco, em uma produção muito singular se comparada aos seus delírios/improvisações “jazzísticas” que contemplam sua obra vasta e iregular, repleta de vampiras lésbicas, heroínas sombrias e uma vulcânica e exuberante sensualidade que, em alguns casos, atingiu o status de Obra de Arte, como em SUCCUBUS e EUGENIE, citando apenas dois exemplos.

Em BLOODY MOON temos todos os elementos clássicos de um bom slasher: belas e jovens mulheres, vários suspeitos, além de belas e jovens as mulheres são curiosas, mortes bizarras e sangrentas e desdobramentos surpreendentes no final, sem esquecer das tais mulheres morando em uma escola para garotas em espécies de fraternidades. No início já temos o primeiro assassinato em uma festa Disco de máscaras que em princípio já entrega a autoria dos crimes, mas nada é o que parece ser. A trilha sonora tem uns efeitos eletrônicos muito divertidos para os padrões de hoje e ao contrário dos outros filmes de Franco, nada de nudez e lesbianismo o tempo todo. A famigerada sequência da enorme serra circular é sensacional, e deve ter sido a responsável por colocar o filme por muito tempo na polêmica lista britânica dos VIDEO NASTIES. A cena da criança observando o assassino e sua serra é impactante. Na parte final, para a alegria dos fãs, até uma básica serra-elétrica surge em cena para coroar esse deleite Cult instantâneo e que não decepciona os fãs mais saudosistas. A dublagem em inglês é podre, mas muito divertida. Vale muito a pena conferir...


1 comentários:

Lutelro disse...

Cara! Nada supera a cena da pedra cúbica (hahahahahahha! descendo a encosta prá tentar matar a mocinha. Isso que é quebrar as leis da natureza. E que forma louca de um slasher pegar sua vítima. E a cena que você citou ainda acaba com a morte do coitado do pivete atropelado. Que cruel. O Franco é arada indigesta. Hehehe!

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