04/04/2011

MILANO CALIBRO 9: Um Drama Policial do Mestre: Fernando Di Leo.


Mais uma vez celebro aqui a genialidade e a marca cinematográficas do Mestre FERNANDO DI LEO. Nesse seu Drama Policial de 1972: MILANO CALIBRO 9. Como autor do argumento, do roteiro e dos diálogos afiados do filme, consegue imprimir uma marca muito pessoal nessa trama onde traições no mundo do crime desencadeiam mortes, trapaças em uma jornada sem heróis, numa atmosfera de violência onde os homens se degladiam como feras e uma única presença feminina se faz marcante na presença da belíssima: CAROLE BOUCHET. Já na abertura antes dos créditos vemos um violento acerto de contas com desfecho em uma caverna a ser dinamitada. Di Leo deixa claro que seus personagens caminham em um fio da navalha que pode conduzi-los ao abismo a qualquer momento.

GASTONE MOSCHIN  se destaca como protagonista emprestando ao filme seu rosto expressionista que aparece nos muitos closes   que ajudam a deixar uma marca poderosa auxiliada pelos diálogos fortes e incisivos. A parte final prende o espectador até o final surpreendente. Boas doses de pancadaria, tiros e sensualidade, nas aparições de Bouchet. Com a grande fortuna que está em jogo, a rede de traições e mortes aparece muito bem construída pelo roteiro acima da média mostrando a força do Filme Policial Italiano: Polizialesco, mas com momentos de longos diálogos       e uma estrutura dramática muito bem construída. Sem dúvida um dos filmes mais pessoais de Di Leo que merece ser descoberto. Um filme que não deixa de ser popular, mas feito para cinéfilos refinados e de olhos livres de preconceitos também.


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