07/03/2011

EMANUELLE: PERCHÉ VIOLENZA ALLE DONNE ? aka EMANUELLE AROUND THE WORKD – Como é gostoso viajar com ela…


Eu sou fascinado pela saga da Black Emanuelle: LAURA GEMSER. Adoro BLACK EMANUELLE de 1975, com sua ingenuidade total para os padrões de hoje, as locações exóticas, a música tema e o prazer de ter visto esse filme no cinema, várias vezes. Depois, com o tempo me apaixonei pela Obra Prima de Joe D’Amato: EMANUELLE IN AMERICA, esse maravilhoso épico erótico/hardcore/snuff/gore. Depois veio o sensacional: EMANUELLE AND THE LAST CANNIBALS, com a freirinha: Irmã Ângela sendo devorada viva pelos canibais amazônicos, e por aí foi, Laura Gemser filmou muito, foi sem dúvida a grande Musa de D’Amato e sua amiga pessoal colaborando com ele até como maquiadora em seus últimos filmes pornô antes dele falecer. CALÍGULA THE UNTOLD STORY... outra maravilhosa colaboração entre D’Amato e Gemser...

Em EMANUELLE AROUND THE WORLD, a dupla ainda contou com a presença em cena do lendário: IVAN RASSIMOV, q aparece em destaque    em inúmeras produções italianas de filmes de Gênero, tanto no Giallo como nos filmes de canibais, aliás ele está no primeiro deles feito na Itália: IL PAESE DEL SESSO SELVAGGIO, dirigido por Umberto Lenzi em 1972. Mas, voltando a EMANUELLE AROUND THE WORLD, temos novamente a música sempre brega mas sensacional de NICO FIDENCO, sublinhando as aventuras da intrépida repórter e sua câmera oculta, nesse filme em uma pulseira, viajando pelo mundo para desvendar mistérios sobre a sexualidade e nesse filme, a onda de violência contra as mulheres, em diferentes culturas. Sua jornada começa na Índia, q no decorrer do filme se mostra o único lugar onde a sexualidade possui um forte conteúdo sagrado; As orgias, explícitas, coordenadas por um Guru, são encenadas em belos cenários e possuem todo aquele charme hoje esquecido, da pornografia feita em película. D’Amato, q sempre fotografou seus filmes, mescla bem o soft do hardcore, em enquadramentos e movimentos de câmera muito bem realizados e com a iluminação sempre com belos efeitos estéticos.


Mesmo sabendo q Emanuelle não viajou por todos os países q aparecem no filme, o charme dessa farsa é muito divertido, aliás Hollywood fez isso diversas vezes. As sequências de estupros e abusos tem forte e proposital acento exploitation, a sequência do chinês demente que obriga uma mulher deitada diante de Emanuelle a transar com serpentes e em seguida com um cão policial, já deixa bem claro q estamos diante de um Joe D’Amato legítimo. A sequência do trio se bezuntando com um óleo e depois se entregando ao desejo é muito inspirada e inspiradora e um belo momento da trilha de Fidenco mesclada a sensual fotografia de D’Amato. Os belos cenários, a edição criativa e o carisma de Laura Gemser colocam essa produção em um pedestal muito alto, para ser reverenciado sim. Muitos consideram essa série datada e até de gosto duvidoso, mas eu não concordo e ainda estou atrás dos filmes q me faltam dessa série, infelizmente não tive acesso ao Box luxuoso q saiu com vários filmes da Black Emanuelle, mas em breve completarei minha coleção. E nesse final de Carnaval, para celebrar o espírito de JOE D’AMATO, verei um de seus filmes da Fase Caribenha: ORGASMO NERO... em breve comentarei sobre ele por aqui...

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