17/02/2011

SUOR OMICIDI aka THE KILLER NUN: Um bizarro Nunexploitation de Giulio Berruti


Eu adoro filmes Nunexploitation, por diversas razões. Por sua transgressão, pelo fato de eu odiar com todas as minhas forças a Igreja Católica, pelo fetiche dos hábitos pretos e brancos, ás vezes azuis como em Satânico Pademonio, pelo tema onipresente do satanismo, enfim, muitos são os motivos dessa minha admiração por esses filmes onde as monjas se despem, transam entre elas, praticam torturas, blasfêmias e assassinatos. Da longa lista de filmes nunexploitation, meus favoritos são: School of the Holy Beast, o já citado: Satânico Pandemônio, Convento of Sinners e o magnífico Cartas de Amor de uma Monja Portuguesa do nosso Mestre: Jesus Franco. MAS um desses filmes    me causa um certo estranhamento: SUOR OMICIDI aka THE KILLER NUN, de 1979.

Anita Ekberg, bem longe de sua glamurosa fase anos 60, encarna uma perturbada freira com seu hábito branco que destaca um rosto ainda expressivo, com olhos Satânicos. Como uma espécie de enfermeira, começa a ter uma relação não muito amistosa com seus pacientes, os quais começa a exterminar de maneira diabólica. Esses atos homicidas surgem como um delírio, como na sequência da morte de um homem, mesclada a imagens da freira com o cadáver despido de um homem, com takes de seus olhos. A cena da tortura e morte de uma vítima amordaçada também se destaca. A sequência em que Ekberg vestida de preto seduz um homem é inesperada e muito interessante de se ver, por se tratar de uma antiga musa sensual do Cinema Europeu, se expondo corajosamente em cena.

O filme tem momentos de bela composição de cenas onde as monjas andam enfileiradas, mostrada do alto. A cena do confessionário também se destaca. A trilha –sonora de Alessandro Alessandroni é sensacional, criando atmosferas de grande tensão, de maneira criativa. Para os fãs mais radicais de filmes nunexploitation, THE KILLER NUN pode desapontar, mas vale a pena uma conferida, principalmente pela presença em cena de Ekberg, que encarna muito bem a perturbada monja, dando força ao roteiro meio fraco do filme.

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