23/02/2011

O PEIXE ASSASSINO aka THE KILLER FISH: Um bizarro filme de Antonio Margheriti, sob o pseudônimo de Antony M Dawson.


Os filmes italianos com criaturas aquáticas assassinas formam quase que um subgênero exploitation bizarro, com títulos do gabarito de: TENTÁCULOS, BARRACUDA, O ÚLTIMO TUBARÃO BRANCO e até um filmes com crocodilos que são uma desgraça. Um deles, me traz boas recordações de um finado cinema onde eu vivia infurnado no final dos anos 70, o Cine Miramar. Esse velho cinema foi o local onde pude assistir pérolas como A ILHA DOS HOMENS PEIXE, PIRANHA, e uma infinidade de filmes da Boxa do Lixo como: ARIELA e O INSETO DO AMOR, GISELE, COMO CONSOLAR VIÚVAS entre outros. Em uma noite fui assistir a um de seus programas duplos, no melhor estilo Grindhouse, onde após um filme de aventuras B, tão obscuro q nem me recordo do nome, passou a atração principal da noite: O PEIXE ASSASSINO, q tinha no elenco o “HOMEM DE SEIS MILHÕOES DE DÓLARES” o eterno Steve Austin: LEE MAJORS. Na época ainda não sabia q era um filme italiano filmado no Brasil, mais precisamente em Angra dos Reis e produzido por ninguém menos que CARLO PONTI, o lendário produtor taliano marido de Sophia Loren. A direção é do irregular e picareta ANTONIO MARGHERITI q nos créditos aparece com o nome de ANTHONY M DAWSON. A trilha sonora é da dupla GUIDO e MAURIZIO DI ANFELIS e no elenco ainda aparecem KAREN BLACK e Margoarx Hemmingway. Diversão garantida...
O filme conta a história de ladrões de diamantes q após uma explosiva fuga acabam em um hotel em Angra dos Reis ao lado de um grupo de modelos acompanhadas de um fotógrafo big Chubby q obviamente acaba virando um banquete para as piranhas q habitam as águas do local. Para piorar a situação, a maleta com os diamantes é escondida  no fundo das águas infestadas pelos peixes carnívoros q curiosamente só devoram os homens do elenco. Os ataques das piranhas aparecem naquele esquema da vítima gritando dentro da água e um líquido vermelho aparecendo em volta, só. . As tais piranhas parecem mais com Tilápias, o q não deixa de ser uma conexão com o RATS do Bruno Mattei, onde hamsters foram pintados para se parecerem com ratos.  É muito divertida a cena em q aparece um ritual de macumba q fascina os personagens gringos.  No meio da trama surge um furacão q além de causar cenas de destruição explosivas, faz com q as personagens fiquem presas em um barco encalhado longe da praia, onde nas águas em volta da embarcação aparecem nossas queridas piranhas famintas. O big Chubby sendo devorado é o momento mais “edificante” dessa parte final do filme. A personagem deliciosamente caricata de James Franciscus, também se destaca. Lembra um pouco CYCLONE de Renan Cardona Jr essa parte final do barco encalhado.
Creio q o passar do tempo me deixou nostálgico dessa época ingênua de minhas sessões Grindhouse, um tempo onde pagávamos o ingresso do cinema com moedas, comprávamos balas azedinhas no bar q ficava no hall e na saída ainda sobrava um troco para comprar a última MAD ou a última CONTOS DA CRIPTA. Bons tempos, q infelizmente não voltam mais...



1 comentários:

Felipe M. Guerra disse...

Bons tempos aqueles em que tornado no Brasil era apenas um furo de roteiro!

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